Vereadores do município de São Paulo começaram a analisar, nesta quinta-feira (29), um pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes, do MDB, por interferência no segundo turno das eleições. Uma comissão especial da Câmara Municipal, com sete vereadores, foi formada para analisar a acusação de que Nunes descumpriu uma decisão da Justiça Eleitoral, que havia determinado a circulação de 100% da frota de ônibus de São Paulo para permitir que os eleitores pudessem ir votar no domingo (25). A determinação foi descumprida pela prefeitura, que garantiu a circulação de apenas 60% da frota. Os vereadores alegam ainda que o prefeito teria cometido assédio eleitoral e abuso de poder contra servidores comissionados, ao obrigá-los a participarem de atos da campanha de Flávio Bolsonaro.
No domingo, a prefeitura informou que atuou de forma diligente e proativa para que as empresas de ônibus adotassem as providências necessárias ao cumprimento da decisão do Tribunal Regional Eleitoral, mas que encontrou dificuldades para ampliação da frota em prazo reduzido.
O vereador Major Palumbo, do PP, foi escolhido como relator da ação contra o prefeito da capital. O parlamentar vai analisar se a denúncia deve ser transformada em acusação para prosseguimento do pedido de impeachment. Caso o relatório seja favorável à queixa, ele será submetido ao plenário da Câmara Municipal para instauração de uma Comissão Processante. A apresentação do relatório foi marcada para a próxima terça-feira (3).
Fonte: Radioagência Nacional